Bastidores · 15/09/2026
Os dois lados do balcão do licenciamento
Desde dezembro de 2021 sou arquiteta residente na Unidade de Licenciamento Expresso da SMAMUS — e, ao mesmo tempo, atendo clientes particulares. Isso muda como eu enxergo o seu processo.

Minha trajetória
Minha trajetória profissional percorre diferentes frentes da construção civil, o que me dá uma visão integrada do ciclo de um empreendimento. Passei pela engenharia estrutural, na CenterSteel, onde desenvolvi projetos em light steel frame entre 2013 e 2017; pela elaboração de projetos de obras públicas na Secretaria da Educação de Porto Alegre; e por projetos como projetista na Serede. Desde dezembro de 2021, atuo como arquiteta residente na Unidade de Licenciamento Expresso da SMAMUS — a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, Urbanismo e Sustentabilidade de Porto Alegre.
Sou bacharel em Arquitetura e Urbanismo pelo Centro Universitário Ritter dos Reis (UNIRITTER), formada em 2020, técnica em Edificações desde 2013, e registrada no CAU/RS sob o número A2650320 — registro que pode ser conferido publicamente pelo serviço "Ache um Arquiteto e Urbanista" do CAU/BR.
O que significa "ver os dois lados do balcão"
Trabalhar dentro da SMAMUS e, ao mesmo tempo, atender clientes particulares em viabilização, regularização e aprovação de projetos me dá uma vantagem prática rara: eu sei o que a prefeitura pede e por quê — e uso isso pra orientar com mais precisão quem está do outro lado do processo.
Do lado da prefeitura, vejo processos que travam por causa de um documento simples — às vezes só uma DMI desatualizada. Do lado do cliente, vejo gente que só descobre a pendência na hora de vender ou financiar. Meu trabalho é antecipar isso, pra esses dois lados baterem antes de virar problema.

Por que isso importa agora, no Rio Grande do Sul
A regularização fundiária e urbanística ganhou ainda mais relevância no estado depois das enchentes de 2024. O Projeto Terra, do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, avança pela regularização de imóveis urbanos em diversos municípios gaúchos — incluindo mais de 60 mil imóveis da extinta Cohab-RS (ver matéria do Portal do CNJ). Ter um profissional que conhece os caminhos da prefeitura, entende a legislação urbanística local e sabe montar o dossiê técnico correto pode ser a diferença entre um processo que se arrasta por meses e uma aprovação que flui.
Como eu trabalho com você
Atendo em três frentes principais: viabilização (avaliar o que um terreno ou imóvel permite antes de você investir), regularização (organizar a documentação de construções já existentes) e aprovação de projetos (conduzir reformas e obras novas pelo licenciamento municipal). Se você chegou até aqui e reconheceu o seu caso em algum dos artigos deste blog, esse é o momento de conversar.
Vamos conversar sobre o seu projeto ou imóvel?
Conto com a experiência de quem já viu esse processo dos dois lados do balcão.